A indústria está mais digital do que nunca. ERP, software de produção, sistemas de manutenção, plataformas de faturação eletrónica, aplicações especializadas, dashboards, folhas de cálculo e, mais recentemente, inteligência artificial fazem já parte da realidade de muitas organizações industriais.
Mas existe uma diferença significativa entre ter processos digitalizados e possuir uma gestão industrial verdadeiramente integrada.
Uma empresa pode ter um ERP para indústria, um software para produção, outro para manutenção, diferentes ferramentas documentais e vários sistemas de reporting e continuar a depender de pessoas para transportar informação entre aplicações, validar dados, reconciliar documentos, atualizar folhas de cálculo ou explicar à gestão aquilo que está realmente a acontecer.
A questão já não é, portanto, saber se a indústria está digitalizada. É perceber se ERP, produção, manutenção, documentos, clientes, fornecedores, dados e pessoas funcionam efetivamente como partes da mesma operação.
Em resumo: o que significa ter uma indústria verdadeiramente integrada?
Uma indústria verdadeiramente integrada liga numa arquitetura coerente:
- a gestão financeira, comercial, logística e de recursos humanos;
- o planeamento e controlo da produção;
- os stocks e o aprovisionamento;
- a manutenção de equipamentos e ativos;
- a faturação eletrónica e o EDI;
- os documentos e a informação não estruturada;
- os dados operacionais;
- a inteligência artificial;
- e as pessoas que necessitam dessa informação para executar e decidir.
O objetivo não é simplesmente utilizar mais tecnologia. É reduzir descontinuidades entre processos, eliminar introdução repetida de informação, automatizar tarefas de baixo valor, aumentar a rastreabilidade da operação e transformar dados e documentos em informação útil para a decisão.
É passar de uma empresa com várias aplicações digitais para uma operação digital integrada e inteligente.
Digitalizar uma indústria não é o mesmo que integrar a operação
Durante muitos anos, a transformação digital industrial concentrou-se sobretudo em substituir processos analógicos por processos digitais. E isso trouxe benefícios importantes.
A faturação passou para o ERP. Os stocks começaram a ser controlados informaticamente. As ordens de produção passaram a existir em sistemas de gestão. A manutenção deixou progressivamente o papel. Os documentos foram digitalizados. Os relatórios deram lugar a dashboards.
Mas existe uma segunda etapa de maturidade muito mais exigente: fazer com que tudo isto funcione em conjunto.
Porque um processo industrial raramente começa e termina dentro do mesmo departamento. Uma encomenda pode originar uma necessidade de produção. A produção necessita de matérias-primas. As matérias-primas dependem de stocks, aprovisionamento e fornecedores. O planeamento depende da capacidade disponível. A capacidade produtiva depende também da disponibilidade dos equipamentos. Os equipamentos dependem da manutenção.
A execução gera consumos e custos. Esses custos têm impacto financeiro. O produto é expedido. São gerados documentos. O cliente é faturado. E todos estes acontecimentos produzem informação que diferentes áreas da organização precisam de consultar, interpretar e utilizar.
Quando estas etapas funcionam em sistemas isolados, não existe verdadeiramente um processo digital integrado. Existem ilhas digitais ligadas por pessoas.
O custo invisível de uma operação industrial fragmentada
Quanto maior a empresa, maior tende a ser a sua complexidade operacional. Mais clientes. Mais fornecedores. Mais referências. Mais matérias-primas. Mais equipamentos. Mais ordens de produção. Mais colaboradores. Mais requisitos de qualidade. Mais documentos. Mais exceções. Mais dados.
O problema não está na complexidade. Está na capacidade dos sistemas e dos processos para a absorverem. É nesta fase que começam normalmente a surgir sintomas conhecidos:
- informação introduzida manualmente mais do que uma vez;
- folhas Excel utilizadas para completar processos críticos;
- departamentos que trabalham sobre versões diferentes da mesma realidade;
- conferências manuais entre aplicações;
- ordens de produção desalinhadas com stocks ou necessidades comerciais;
- dificuldade em determinar rapidamente os custos reais de produção;
- manutenção demasiado dependente da ocorrência de avarias;
- documentos recebidos por diferentes canais e processados manualmente;
- informação importante fechada dentro de PDFs, contratos ou relatórios;
- reporting dependente da consolidação manual;
- decisões tomadas sobre informação que já chegou tarde;
- colaboradores especializados ocupados em tarefas administrativas que pouco valor acrescentam.
Separadamente, cada um destes problemas pode parecer pequeno. Em conjunto, representam tempo, retrabalho, risco, erros, custos e capacidade de decisão perdida. É o custo invisível da fragmentação operacional.
ERP para indústria: o núcleo de uma arquitetura de gestão integrada
Num contexto industrial, o ERP assume naturalmente uma posição central. É no ERP que convergem áreas fundamentais como finanças, compras, vendas, stocks, logística, tesouraria, recursos humanos e informação de gestão.
O Cegid Primavera Evolution foi concebido como uma plataforma escalável, flexível e integrável, capaz de suportar organizações com diferentes níveis de complexidade e de centralizar informação relevante para a gestão.
Mas possuir um ERP não significa automaticamente possuir uma operação integrada. A diferença está na forma como o ERP se relaciona com os restantes processos. Num modelo verdadeiramente integrado, o ERP não deve representar apenas aquilo que aconteceu administrativamente. Deve conseguir relacionar-se com aquilo que está a acontecer operacionalmente:
- aquilo que foi vendido;
- aquilo que precisa de ser comprado;
- aquilo que existe em stock;
- aquilo que tem de ser produzido;
- os recursos necessários;
- os equipamentos disponíveis;
- os custos gerados;
- os documentos que entram;
- os documentos que saem;
- e os resultados económicos dessa operação.
Por isso, numa empresa industrial, a discussão não pode terminar no ERP. É necessário chegar ao chão de fábrica.
Software de gestão da produção: ligar o chão de fábrica ao negócio
Produzir não significa apenas executar uma ordem de fabrico. Antes de produzir existem encomendas, previsões, stocks, necessidades de materiais, recursos, capacidade e planeamento. Durante a produção existem consumos, operações, tempos, equipamentos, pessoas, qualidade, quantidades produzidas e desvios. Depois da produção existem stocks de produto acabado, custos, expedição, faturação e análise de rentabilidade. Por definição, a produção está ligada ao restante negócio.
O Cegid Primavera Manufacturing acrescenta ao ERP uma dimensão especificamente orientada à gestão industrial, permitindo integrar produção e restantes áreas da organização. Planeamento, fichas técnicas, ordens de fabrico, necessidades de materiais, MRP, qualidade, ferramentas, operações e custos podem assim fazer parte de uma arquitetura de informação comum.
O resultado não deve ser apenas maior controlo sobre a fábrica. Deve ser uma aproximação entre planeamento, execução industrial e gestão empresarial. E permitir responder mais rapidamente a perguntas essenciais:
- O que temos de produzir?
- Quando temos de produzir?
- Temos as matérias-primas necessárias?
- Que necessidades de aprovisionamento existem?
- Temos capacidade produtiva disponível?
- Que recursos serão necessários?
- Qual era o custo previsto?
- Qual foi o custo real?
- Onde ocorreram os principais desvios?
- Qual é o impacto desses desvios na rentabilidade?
Estas não são apenas perguntas da produção. São perguntas de gestão.
CMMS e manutenção industrial: quando disponibilidade significa produtividade
Uma operação industrial depende também dos seus ativos: máquinas, linhas de produção, equipamentos, ferramentas, instalações. Uma máquina crítica não é simplesmente um ativo registado contabilisticamente. Representa capacidade produtiva. Quando deixa de estar disponível, o impacto pode propagar-se a toda a organização.
Uma ordem de produção pode atrasar. O planeamento pode ter de ser alterado. Podem surgir horas extraordinárias. Os custos podem aumentar. A expedição pode ser afetada. Uma data de entrega pode ficar comprometida. E aquilo que começou como uma ocorrência técnica pode acabar por se transformar num problema para o cliente. Por isso, a manutenção industrial não deve existir apenas para reparar avarias. Deve ser gerida.
O Cegid Valuekeep é uma solução CMMS - Computerized Maintenance Management System - destinada à gestão da manutenção de equipamentos e ativos. Permite estruturar áreas como:
- cadastro e gestão dos ativos;
- manutenção preventiva;
- manutenção corretiva;
- ordens de trabalho;
- planeamento das intervenções;
- acompanhamento das equipas técnicas;
- peças e stocks;
- histórico de manutenção;
- tempos de indisponibilidade;
- custos associados aos ativos;
- indicadores de manutenção.
A diferença é relevante. A questão deixa de ser apenas: «Quando conseguimos colocar esta máquina novamente em funcionamento?» E passa também a incluir:
- Porque falhou?
- Quantas vezes já falhou?
- Durante quanto tempo esteve indisponível?
- Quanto custa manter este ativo?
- Estamos a executar a manutenção preventiva planeada?
- Que equipamentos estão a concentrar mais intervenções e custos?
- Devemos continuar a reparar ou começa a justificar-se substituir?
É a passagem de uma lógica de gestão de avarias para uma verdadeira gestão de ativos e manutenção.
Faturação eletrónica e EDI: integrar também clientes e fornecedores
A integração de uma indústria não termina dentro da empresa. Uma organização pode ter os seus processos internos altamente digitalizados e continuar a gerar trabalho manual significativo na relação com clientes e fornecedores: encomendas, faturas, notas de crédito, notas de débito, avisos de expedição e outros documentos comerciais e fiscais. Quando estes documentos são recebidos, enviados, verificados ou novamente introduzidos manualmente, existe uma interrupção no fluxo digital.
O Cegid Yet atua precisamente neste domínio através da faturação eletrónica, EDI - Electronic Data Interchange - e desmaterialização dos processos documentais associados às relações comerciais. O EDI permite que informação estruturada seja transmitida entre sistemas, reduzindo a necessidade de intervenção humana na troca e processamento dos documentos.
Mas a diferença fundamental não está apenas em deixar de utilizar papel. Nem em substituir papel por PDF. Um PDF continua a ser, em muitos processos, um documento que alguém precisa de abrir, interpretar e tratar. O salto de maturidade ocorre quando a informação contida num documento entra diretamente no processo digital a que pertence.
Uma encomenda recebida eletronicamente deixa de ser apenas um documento. Pode alimentar um processo comercial, logístico ou produtivo. Uma fatura deixa de ser simplesmente um ficheiro enviado. Passa a fazer parte de uma transação digital estruturada entre organizações. Quanto menor for a intervenção humana necessária entre a criação da informação e a sua utilização pelo sistema seguinte, maior tende a ser a maturidade do processo.
Mas nem toda a informação empresarial chega estruturada
Aqui encontramos uma segunda realidade. Uma parte muito significativa da informação de uma organização continua a existir dentro de documentos: contratos, propostas, relatórios, certificados, fichas técnicas, manuais, comunicações, correspondência, documentação de qualidade, documentos de fornecedores, processos internos, anexos, PDFs.
Digitalizar estes documentos não significa compreender o seu conteúdo. Guardar um PDF numa pasta digital resolve o problema do papel. Não resolve necessariamente o problema da informação.
É nesta fronteira que a inteligência documental pode acrescentar uma nova camada à operação. Com o COGNIO®, a informação documental pode ser tratada de forma inteligente para reduzir a distância entre aquilo que está contido num documento e aquilo que o processo de negócio necessita de saber.
O objetivo passa por transformar documentos que normalmente exigiriam leitura e tratamento humano em fontes de informação que possam ser:
- identificadas;
- classificadas;
- interpretadas;
- pesquisadas;
- extraídas;
- relacionadas;
- encaminhadas;
- e disponibilizadas aos processos e às pessoas certas.
Esta distinção é importante. O Cegid Yet atua predominantemente sobre a troca digital e estruturada de documentos e dados comerciais. O COGNIO® acrescenta inteligência sobre o conteúdo documental. São problemas distintos. E ambos existem dentro de uma organização industrial.
Inteligência artificial no ERP: o Cegid Pulse acrescenta uma nova camada
Depois da digitalização e da integração surge agora uma nova etapa. Durante décadas, procurámos que os sistemas empresariais registassem corretamente a informação. Depois procurámos integrá-los. Agora esperamos também que sejam capazes de ajudar a compreender essa informação.
O Cegid Pulse, integrado nativamente no Cegid Primavera Evolution, introduz capacidades de inteligência artificial diretamente no contexto do ERP. As suas Smart Tools estão organizadas em duas grandes categorias: Smart Assistants e Smart Actions.
Os Smart Assistants permitem aos utilizadores interagir em linguagem natural com informação da empresa, obtendo respostas contextualizadas, análises e recomendações. As Smart Actions aproximam a inteligência artificial da própria execução, permitindo analisar informação, apoiar tarefas, identificar situações relevantes e desencadear ações no contexto dos processos do ERP.
Isto representa uma mudança significativa na relação entre pessoas e software. Durante anos, quem utilizava um sistema de gestão precisava de saber em que menu estava a informação, que mapa deveria consultar, que filtros deveria aplicar, que relatório deveria executar e como interpretar os resultados.
Progressivamente, esta relação começa a inverter-se. O utilizador pode perguntar. O sistema procura contexto. Analisa. Responde. E pode ajudar a determinar o passo seguinte. O software deixa assim de ser apenas o lugar onde os dados são registados. Passa progressivamente a contribuir para transformar dados em contexto, contexto em conhecimento e conhecimento em ação.
Da digitalização à decisão: cinco níveis de maturidade industrial
Na key.value, faz sentido olhar para esta evolução através de cinco níveis.
1. Digitalizar
Substituir papel, registos dispersos e processos analógicos por sistemas digitais. É essencial. Mas é apenas o primeiro nível.
2. Integrar
Fazer com que sistemas, dados, processos e departamentos deixem de funcionar isoladamente. A informação passa a acompanhar o processo em vez de depender constantemente de pessoas para circular.
3. Automatizar
Eliminar tarefas repetitivas que não acrescentam valor. Documentos entram automaticamente nos fluxos. Informação é transferida entre sistemas. Ações podem ser desencadeadas a partir de regras ou acontecimentos. As pessoas deixam progressivamente de gerir a normalidade para se concentrarem nas exceções.
4. Interpretar
Dados e documentos deixam de servir apenas para registo. Passam a poder ser analisados, relacionados e contextualizados. A inteligência artificial permite procurar respostas, detetar padrões, interpretar informação e tornar conhecimento empresarial mais acessível.
5. Decidir
A maturidade máxima não se mede pela quantidade de tecnologia instalada. Mede-se pela capacidade da organização para utilizar informação fiável, contextualizada e disponível em tempo útil para executar e decidir melhor.
Digitalizar. Integrar. Automatizar. Interpretar. Decidir. Esta é uma evolução muito diferente de simplesmente continuar a acrescentar software.
ERP, produção, manutenção, EDI, documentos e IA: uma arquitetura, não seis produtos
É nesta perspetiva que Cegid Primavera Evolution, Cegid Primavera Manufacturing, Cegid Valuekeep, Cegid Yet, Cegid Pulse e COGNIO® devem ser analisados. Não como uma lista de aplicações independentes. Mas como diferentes camadas de uma arquitetura de gestão industrial.
Gestão empresarial - Cegid Primavera Evolution
Constitui o núcleo transversal de gestão, centralizando informação financeira, comercial, logística, stocks, compras, recursos humanos e outras dimensões fundamentais da organização.
Produção - Cegid Primavera Manufacturing
Liga a gestão industrial ao restante negócio, aproximando planeamento, necessidades de materiais, execução, qualidade, recursos e custos.
Manutenção e ativos - Cegid Valuekeep
Estrutura os processos de manutenção e gestão dos equipamentos, contribuindo para maior controlo sobre intervenções, disponibilidade, recursos e custos dos ativos.
Faturação eletrónica e EDI - Cegid Yet
Digitaliza e automatiza a troca estruturada de documentos comerciais e fiscais com clientes, fornecedores, Administração Pública e outras entidades.
Inteligência documental - COGNIO®
Permite trabalhar sobre informação contida em documentos, reduzindo a dependência da leitura e tratamento manual de conteúdos não estruturados.
Inteligência artificial no ERP - Cegid Pulse
Acrescenta inteligência ao contexto dos dados e processos empresariais, permitindo uma interação mais natural com a informação e apoiando análise, produtividade e decisão.
Cada solução responde a necessidades específicas. O valor aumenta quando deixamos de olhar para cada necessidade isoladamente e começamos a olhar para o processo completo.
Um exemplo: acompanhe uma encomenda desde o cliente até ao resultado
Imagine uma encomenda de um cliente. O processo começa na área comercial. É necessário verificar disponibilidade. Pode existir necessidade de produção. A produção gera necessidades de materiais. Parte dos componentes existe em stock. Outra parte tem de ser aprovisionada. O planeamento determina quando e como produzir. São necessários determinados equipamentos. Um desses equipamentos tem uma intervenção de manutenção programada. Essa informação pode alterar a capacidade produtiva.
A produção é iniciada. São consumidas matérias-primas. São registados tempos e quantidades. Existem custos previstos. Existem custos reais. Podem surgir desvios. Existe documentação técnica e de qualidade associada. O produto é terminado. Entra em stock. É expedido. São gerados documentos comerciais e fiscais. O cliente recebe a faturação.
A gestão quer conhecer a margem. A produção quer analisar os desvios. A manutenção quer avaliar o comportamento dos equipamentos. O departamento financeiro acompanha o impacto económico. A direção quer perceber se a encomenda produziu o resultado esperado.
Agora imagine que, em cada etapa, é necessário alguém exportar um ficheiro, enviar um e-mail, atualizar uma folha de cálculo, consultar outra aplicação ou voltar a introduzir informação. A empresa está digitalizada. Mas o processo não está integrado.
Compare isso com uma operação em que os diferentes sistemas partilham contexto, a informação acompanha o processo, documentos estruturados entram automaticamente, conteúdos não estruturados podem ser interpretados e a inteligência artificial ajuda os utilizadores a compreender o que está a acontecer. Essa é a diferença entre ter software e possuir uma arquitetura digital de gestão.
Porque é que integração e qualidade dos dados condicionam a inteligência artificial?
Existe um princípio importante que não deve ser ignorado: a inteligência artificial não corrige automaticamente uma operação fragmentada.
A IA depende de contexto. E esse contexto depende dos dados e dos processos disponíveis. Se vendas, stocks, produção, manutenção, financeiro e documentos representam realidades diferentes ou estão permanentemente desatualizados, uma camada de inteligência aplicada posteriormente continua a trabalhar sobre essa fragmentação.
O mesmo acontece com os dashboards. Um dashboard sofisticado não transforma dados inconsistentes em informação fiável. Primeiro é necessário criar coerência. Depois integrar. Automatizar onde existe repetição. Interpretar os dados e documentos. E só então retirar todo o potencial da inteligência aplicada à decisão.
A inteligência artificial não substitui uma boa arquitetura de dados e processos. Amplifica-a.
Como saber se uma indústria está realmente integrada?
Existe um diagnóstico simples que uma Administração, Direção Geral, Direção Financeira, Direção de Operações, Produção ou Sistemas de Informação pode fazer. Tente responder às seguintes perguntas:
- Quantos processos críticos dependem ainda de folhas Excel?
- Quantas vezes é introduzida manualmente a mesma informação?
- Quanto tempo é utilizado a reconciliar dados entre sistemas?
- É possível acompanhar uma encomenda desde a venda até à produção, expedição, custo e margem?
- A produção conhece em tempo útil os stocks e as necessidades de aprovisionamento?
- É possível comparar rapidamente o custo industrial previsto com o custo real?
- As principais causas dos desvios de produção estão identificadas?
- A manutenção é predominantemente preventiva ou continua excessivamente dependente da avaria?
- É conhecido o custo de manutenção dos principais equipamentos?
- Existem dados sobre disponibilidade e indisponibilidade dos ativos críticos?
- A troca de documentos com clientes e fornecedores está automatizada ou continua dependente de e-mails, PDFs e tarefas manuais?
- Quantos documentos precisam de ser lidos e interpretados manualmente antes de a informação poder ser utilizada?
- Quanto tempo demora a obter um indicador operacional relevante?
- Existem diferentes versões da mesma realidade dentro da empresa?
- Os colaboradores encontram rapidamente a informação necessária?
- A inteligência artificial utilizada na organização conhece o contexto real dos processos empresariais?
Quanto mais respostas dependerem de é preciso perguntar, temos de exportar, alguém tem um Excel, é necessário confirmar ou demora algum tempo, maior é provavelmente a oportunidade de integração.
Que benefícios pode trazer uma gestão industrial verdadeiramente integrada?
Os benefícios concretos dependem naturalmente da operação, dos processos existentes e do ponto de partida de cada organização. Mas uma arquitetura integrada pode atuar sobre vários vetores de desempenho.
Menos trabalho administrativo
Reduzir dupla introdução de dados, validações manuais, consolidações e transferências de informação entre sistemas.
Maior rastreabilidade
Acompanhar acontecimentos e respetivas relações ao longo dos processos, em vez de reconstruir posteriormente aquilo que aconteceu.
Melhor controlo da produção
Relacionar necessidades, materiais, recursos, execução, desvios e custos.
Maior disponibilidade dos ativos
Estruturar manutenção preventiva e obter informação sobre avarias, intervenções, tempos de indisponibilidade e custos.
Processos documentais mais eficientes
Automatizar a troca estruturada de informação e reduzir tratamento manual de documentos.
Informação mais acessível
Diminuir a dependência de conhecimento disperso por pessoas, sistemas, pastas e ficheiros.
Melhor capacidade de decisão
Aproximar dados operacionais e financeiros para reduzir o intervalo entre aquilo que acontece e o momento em que a organização consegue agir.
No final, integração não é um objetivo tecnológico. É um instrumento de produtividade, controlo, escalabilidade e decisão.
O próximo projeto tecnológico talvez não deva começar pela escolha do software
Quando uma organização identifica um problema é natural procurar imediatamente uma aplicação que o resolva. Mas esta abordagem pode acabar por acrescentar mais uma ilha digital à arquitetura existente. Antes de escolher tecnologia, existem perguntas mais importantes:
- Onde nasce a informação?
- Quem a utiliza?
- Por que sistemas passa?
- Onde é novamente introduzida?
- Que tarefas continuam excessivamente manuais?
- Que documentos interrompem os fluxos digitais?
- Que processos dependem demasiado de determinadas pessoas?
- Que decisões estão a ser tomadas tarde?
- Que dados existem mas não são facilmente transformados em informação útil?
- Que sistemas deveriam comunicar e não comunicam?
É depois deste diagnóstico que a discussão tecnológica passa a fazer sentido. Porque transformação digital não significa instalar mais software. Significa melhorar a forma como processos, dados, documentos, sistemas e pessoas trabalham em conjunto.
Da fábrica digital à indústria inteligente
A indústria já percorreu uma parte importante do caminho da digitalização. O próximo desafio é diferente. É fazer com que gestão, produção, manutenção, stocks, clientes, fornecedores, documentos, dados, inteligência e pessoas deixem de funcionar como realidades paralelas. É ligar. Automatizar. Interpretar. E decidir melhor.
Soluções como Cegid Primavera Evolution, Cegid Primavera Manufacturing, Cegid Valuekeep, Cegid Yet, Cegid Pulse e COGNIO® podem desempenhar papéis diferentes nessa arquitetura. Mas a tecnologia é o meio. O resultado procurado é outro: uma operação industrial mais integrada, mais controlável, mais eficiente e mais preparada para decidir.
Na key.value, começamos precisamente por aí. Pelos processos. Pelos pontos de fricção. Pela informação que não circula. Pelas tarefas que não deveriam continuar manuais. Pelos sistemas que precisam de comunicar. E pelas decisões que podem ser melhor suportadas por dados.
Enquanto Cegid Platinum Partner, combinamos conhecimento do ecossistema Cegid com competências de implementação, integração e transformação de processos, procurando construir uma arquitetura ajustada à realidade concreta de cada organização. Porque uma indústria não precisa necessariamente de mais software. Precisa que a tecnologia faça a operação funcionar melhor.
Perguntas frequentes sobre ERP, integração e digitalização industrial
O que é um ERP para indústria?
Um ERP para indústria é um sistema de gestão empresarial que centraliza informação de áreas como finanças, compras, vendas, stocks, logística e recursos humanos e que pode ser integrado com processos específicos de produção, manutenção e outras áreas operacionais. O objetivo é permitir que informação operacional e financeira faça parte de uma arquitetura de gestão comum.
Qual é a diferença entre ERP e software de produção?
O ERP gere transversalmente diferentes áreas da organização. Um software de gestão da produção aprofunda os processos industriais, como fichas técnicas, ordens de fabrico, necessidades de materiais, planeamento, registos de produção e controlo dos respetivos custos. A maior vantagem surge quando produção e ERP não funcionam isoladamente.
O que é um CMMS e para que serve na indústria?
CMMS significa Computerized Maintenance Management System. É um sistema destinado a centralizar e gerir informação relacionada com equipamentos e ativos, manutenção preventiva e corretiva, ordens de trabalho, recursos, peças, histórico e custos de manutenção. Numa indústria, a utilização de CMMS permite relacionar a manutenção com a disponibilidade e desempenho dos ativos.
Qual é a diferença entre faturação eletrónica, PDF e EDI?
Uma fatura em PDF é um documento digital, mas não representa necessariamente uma transação de dados estruturados entre sistemas. O EDI permite transmitir informação estruturada eletronicamente entre organizações, possibilitando o seu tratamento automático pelos sistemas envolvidos. A faturação eletrónica baseada em dados estruturados permite, por isso, níveis de automação superiores ao simples envio de documentos em PDF.
Como pode a inteligência artificial ser utilizada num ERP?
A inteligência artificial pode ajudar os utilizadores a consultar informação em linguagem natural, analisar dados, obter contexto, identificar situações relevantes e apoiar determinadas ações dentro dos processos do ERP. No Cegid Primavera Evolution, o Cegid Pulse introduz estas capacidades através de Smart Assistants e Smart Actions integradas no contexto do sistema.
Qual é a diferença entre EDI e inteligência documental?
O EDI destina-se à troca estruturada de dados entre sistemas e organizações. A inteligência documental atua sobre o conteúdo dos documentos, sobretudo quando a informação não chega originalmente estruturada, procurando identificar, classificar, extrair, relacionar ou disponibilizar essa informação. As duas tecnologias podem, por isso, responder a problemas complementares.
Como começar um projeto de integração numa empresa industrial?
O primeiro passo não deve ser escolher software. Deve ser mapear processos, sistemas, fontes de dados, documentos, intervenções manuais, duplicações de informação e pontos de fricção. Depois deste diagnóstico é possível definir que processos devem ser integrados, automatizados ou redesenhados e determinar quais as soluções tecnológicas adequadas.
Quer perceber onde estão os principais pontos de fricção da sua operação? Fale com a key.value sobre a integração da sua indústria.
A key.value desenha arquiteturas de gestão industrial integradas sobre o ecossistema Cegid - Platinum Partner, com integração, desenvolvimento e suporte próprios.